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O meu filho participou numa corrida de um km em que várias escolas do primeiro ciclo participaram. Ele e mais 3 colegas representaram a sua escola. Perguntei-lhe como correu.

“Correu bem”- respondeu-me – “Fiquei em trigésimo primeiro.

-“Eram quantos?” 

-“Sessenta e tal…”

A meio da tabela, portanto. Não fiquei, digamos, impressionado tendo em conta que o meu filho é um atleta, activo, um assíduo praticante de karaté.

Pergunto se se tinha sentido bem durante a prova e ele começa por me dizer que chorou a meio com dores das pernas e de “barriga” ( seria a tal “dor de burro”), que um participante lhe fez uma rasteira, que montes de corredores fizeram batota, houve empurrões, cotoveladas… Ao ouvir aquilo a minha reacção, guiado pela instinto de “prepara-lo para a vida” foi perguntar-lhe:

“Sabes que tens a minha permissão se alguém de bater de bater de volta na mesma medida ou mais forte?” Ele responde que sabe mas não o fez… Se alguém o apanhasse a fazer isso seria desqualificado, assim como se empurrasse alguém ao encontro das fitas de delimitação da corrida com o intuito desqualificar algum concorrente como tentaram fazer com ele… Nesse momento, cerrei a boca.

O meu filho não ficou a meio da tabela. O meu filho ficou em primeiro lugar! Terá muita vida à sua frente para compreender que nem todos “correm” dentro das regras, que vai receber muitas cotoveladas e, às vezes, terá de ser ele a dá-las como defesa. O importante, chegar a meta honestamente, ultrapassando as dificuldades, a injustiça e a dor… isso ele já aprendeu.

Podia ter ficado em último lugar que a medalha de ouro seria sempre dele.

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O meu filho é um campeão!

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